A festa anual de S. Sebastião realiza-se a 20 de Janeiro.
Santo milagreiro, que segundo a crença popular, preserva as pessoas de inúmeras moléstias, principalmente da varíola ou «bexigas», muita gente, neste dia tira com um fio de algodão, a altura «ou as medidas» do santo, fio que se coloca ao pescoço, dando-lhe duas voltas, como se fosse um colar.
E assim fica livre da terrível doença das bexigas...
( Este pequeno Clip foi realizado por; Manuel Sobreiro )
02 fevereiro, 2008
01 setembro, 2007
24 abril, 2007
18 outubro, 2006
17 outubro, 2006
AZENHA DO CAPINHA
Por desconhecimento, e seguindo um velho mapa da região, dei a esta azenha, o nome de Azenha do Roque, mas afinal parece que a Azenha do Roque, é outra mais acima, agradeço, a informação e está feita a correcção. " O Seu a seu dono como diz o povo "
14 outubro, 2006
11 outubro, 2006
RIO ERGES, NO SÍTIO CHAMADO DAS FREIRAS
****************************************************************************Sitio das Freiras, ao fundo a garganta granítica conhecida por « Fragas » onde o rio Erges se fecha numa apertada garganta constituida por blocos de rocha granítica moldadas ao longo dos anos pela força das águas, quando no inverno o rio se enche. Era costume neste local, principalmente, durante os meses da primavera e verão as mulheres virem lavar roupa, os tempos modernos foram mudando os costumes.
Neste local
05 outubro, 2006
CHAFARIZ DE CALÇADA


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A sua construção, tal como a pedra embutida no cimo do mesmo indica, data de 1887. A água é proveniente de uma mina de mais de 200 metros de comprimento, é imprópria para consumo humano, destinando-se exclusivamente para dar de beber aos animais, conforme se pode ver na foto, é constituída por um tanque omde verte água por uma única bica.A nsacente é muito fraca, chegando a secar nos verões rigorosos.
Segundo Mário Marques de Andrade, no seu livro "Subsidios para a Monografia de Segura" Por determinação da Junta de Freguesia a água destina-se ùnicamente para dar de beber aos animais.
Durante o ano apenas permitem tirar a água da bica nos meses de Julho a Outubro (época correspondente às colheitas) nem mesmo da bica se pode utilizar a água. Afixam-se editais no frontispício do chafariz, sendo os trangressores multados.Em 1909 a multa era de mil réis.
O nome de " Chafariz da Calçada" deriva de o mesmo se situar numa rua que encontrando-se já na parte rural tem uma boa calçada.
03 outubro, 2006
02 outubro, 2006
PORTA DE BAIXO

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Arco ou Porta de Baixo, sendo parte do que resta da antiga muralha da Fortaleza de Segura, era a Entrada Sul e situa-se ao fundo da Praça, na qual se ergue o pelourinho e se situava também a casa da Câmara do antigo concelho.
Arco ou Porta de Baixo, sendo parte do que resta da antiga muralha da Fortaleza de Segura, era a Entrada Sul e situa-se ao fundo da Praça, na qual se ergue o pelourinho e se situava também a casa da Câmara do antigo concelho.
Aí funcionou tambem a escola de instrução primária do sexo masculino, mais tarde em 1918, foi demolida a casa da Câmara e, com os seus materiais, construida no mesmo lugar, a nova casa para a escola.Hoje este edificio novamente recontruido, é a sede da Junta de Freguesia de Segura.
23 setembro, 2006
A LENDA DO LOBISOMEM
O Lobisomem«Já lá vão muitos anos…
Sabe-se lá… talvez séculos!...
Pelas ruas de Segura, a desoras, nas intermináveis noites de Inverno, surgia estranho ser em desordenado tropel que a todos amedrontava.
À sua aproximação, mesmo os mais animosos sentia levantar os cabelos!...
Sol-posto já ninguém saia à rua.
E o alegre povo raiano sofria e passava um verdadeiro castigo.
-
Um dia, um mocetão, valente e destemido, tomou a resolução de averiguar a causa tão extraordinário fenómeno.
E colocou-se entre o postigo e a porta da casa de seus pais.
Chovia a potes.
O vento era medonho com os seus estridentes assobios.
Parecia impelido pelo demo.
E o mocetão, valente, firme em seu posto, esperou uns momentos, o bastante para se enregelar.
O tropel não se fez esperar e uma sombra negra surgiu.
As pedras da calçada chispavam lume. A sombra horrenda resvalava pelas valetas, escouceava para um e outro lado, fazendo que as próprias ombreiras dos portados deitassem lume.
E o rapaz, agora um tanto assustado, colocou-se bem à porta. Parecia petrificado!
O estranho fenómeno avançava cada vez mais em correria vertiginosa, e o rapaz, embora, como se disse, um tanto amedrontado, pôde verificar que se tratava de um monstro horrendo metade cavalo metade homem, ferrado de pés e mãos!
Estava quase a arrepender-se da sua temeridade!...
Mas o monstro seguindo o seu caminho, desapareceu…
-
Depois de se interrogar a si próprio, várias vezes o que fazer, procurou um dos homens mais idosos da aldeia, e expôs-lhe o que vira!...
E o bom velho respondeu-lhe: -- O que tu viste meu amigo, é um encanto que só se desfará se alguém tiver coragem de, escondido atrás de uma das cruzes das ruas da nossa aldeia e munido de uma vara com aguilhão, picar o monstro por forma que o faça lançar de si muito sangue.
-
Pois deixe o caso comigo. Se aí está o remédio…picá-lo-ei eu mesmo respondeu o rapaz.
- Pois então, toma cuidado, que, se o não picares bem, grande perigo corres!...
O rapaz, forte e valente, como se disse, disposto a dar mais uma prova do seu valor e livrar a povoação de tão grande desassossego, logo que anoiteceu, recolhidos todos os moradores e fechadas todas as portas, foi colocar-se, por entre vendaval formidável, atrás de uma das cruzes, tendo bem apertada na mão direita, forte vara de grande aguilhão.
-
Começou a ouvir-se o tropel, pondo-se em breve à vista a infernal figura.
O rapaz tremia!
Perdera quase a noção de si mesmo!
Fugir?
Bem se lembrava ele do conselho do velho:
- Toma cuidado, que se o não picares bem, grande perigo corres!...
-
Recobrou ânimo.
Estava ali para vencer ou morrer!
Já agora levaria ao fim a sua empresa.
Esperou! O monstro avançava a todo o galope.
E passou, e, na passagem, o heróico mocetão cravo-lhe bem a grande aguilhada!
E o monstro, como por encanto, desapareceu.
O valente moço respirou, mas tremia ainda.
O seu coração batia desordenadamente.
Foi-se deitar, mas não podia conciliar o sono.
Que iria suceder?
-
Passaram algumas noites e o tropel não mais se ouviu. Que estranho facto se terá passado? – Inquiria a povoação.
O rapaz (ninguém sabe até aonde vai o poder de encantos e bruxarias) contara o seu feito, muito em segredo, só aos mais íntimos.
Passaram dias e passaram noites, e a povoação, de segredo em segredo, veio a saber o que se passara.
E perguntava:
- Mas que figura seria essa, horrenda e disforme?
- Seria um lobisomem?
- E quem seria o infeliz?
Passaram ainda mais alguns dias, até que um dos mais considerados moradores de Segura, que havia desaparecido do convívio da povoação, apareceu sem um dos olhos.
Se ele era são e escorreito, se não constara na povoação qualquer desastre, como e onde teria perdido ele a vista? – Perguntavam todos os moradores de Segura.
-
Fora, evidentemente, o rapaz da aguilhada!...
E o povo passou, desde logo, a afirmar como verdade incontestável que o monstro, semi-homem semi-cavalo, que tanto o incomodara, era, por artes do demo ou mercê de encanto, o bom homem que aparecera, sem saber como, sem um dos seus olhos.»
In:” Subsídios para a Monografia de Segura” de Mário Marques de Andrade
22 setembro, 2006
AZINHAGA DE SÃO TIAGO E SÃO TIAGO
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Esta será a rua mais esteita de Segura, um pouco mais abaixo fica o São Tiago, representa uma imagen na cruz, que por acção do tempo, ou por puro vandalismo, a imagem não tem as pernas . A base é formada por uma construção quadrangular em pedra, onde acenta por uma estrutura piramidal com quatro degraus em pedra, encimados por uma pianha quadrangular, que suporta uma coluna no cimo da qual se encontra a cruz, todo o cojunto está construido em cima de uma rocha.
A LENDA DA COVA DA MOURA
Em Segura, como em praticamente todas as vilas e aldeias de Portugal existem várias lendas, e em Segura, a mais conhecida, é a da Cova da Moura.
Existe a Poente da freguesia, um ribeiro chamado o Ribeiro das Fontainhas, na sua margem direita há um grande penedo. Devido à erosão do tempo, abre-se uma pequena gruta, à qual, o povo de Segura chama a Cova da Moura.
Diz o povo, que se alguém se aproximar do penedo depois do pôr-do-sol, ouvirá como que vindo de muito longe, do interior da rocha ou das profundezas da terra, uma forte guisalheira parecendo produzida pelo som de muitas campainhas, ou o sacudir de várias correntes metálicas, é o sinal da presença da Moura.
Segundo a lenda, se a pessoa teimar, ou tentar descobrir o segredo mesmo depois de ouvir a infernal barulheira, pagará o seu atrevimento com a vida, a Moura enfurecida, esmagará o intruso com uma enorme cacheira de ferro.
18 setembro, 2006
O PELOURINHO E O CASTELO


É uma antiga fortaleza fronteiriça situada no alto de um cabeço granítico e, segundo alguns historiadores, Segura constituiu dote de casamento da Rainha Santa Isabel, tornando-se vila portuguesa a partir de 1282. Separada de Espanha pelo rio Erges mas, ligada a esta pela ponte romana (posteriormente reconstruída em várias épocas), Segura foi um dos lugares e castelo da Beira em foco durante as guerras entre Portugal e Castela no reinado de D. Fernando. Foi sede de concelho até 1836.
Apesar dos terrenos xistosos, Segura usufrui de uma fauna e flora muito ricas. Um passeio ao longo das margens do rio Erges, de certo, lhe proporcionará agradáveis surpresas (encontro com ninhos de águias, grifos, cegonhas pretas, etc...).
Dentro da localidade, suba à torre sineira e desfrute de uma deslumbrante paisagem sobre toda a povoação e campina. Visite a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia (anterior ao séc. XVII e com e com um bonito altar-mor em talha dourada), o pelourinho Manuelino (com pérolas e 4 escudos, armas reais, cruz de Cristo e esfera armilar), a porta de baixo (resto da antiga muralha é a entrada sul da povoação construída por D. João IV) e nas mediações está a ermida de Santa Marinha (séc. XVI) local de romaria onde afluem muitos peregrinos (oito dias após a Páscoa).
Apesar dos terrenos xistosos, Segura usufrui de uma fauna e flora muito ricas. Um passeio ao longo das margens do rio Erges, de certo, lhe proporcionará agradáveis surpresas (encontro com ninhos de águias, grifos, cegonhas pretas, etc...).
Dentro da localidade, suba à torre sineira e desfrute de uma deslumbrante paisagem sobre toda a povoação e campina. Visite a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia (anterior ao séc. XVII e com e com um bonito altar-mor em talha dourada), o pelourinho Manuelino (com pérolas e 4 escudos, armas reais, cruz de Cristo e esfera armilar), a porta de baixo (resto da antiga muralha é a entrada sul da povoação construída por D. João IV) e nas mediações está a ermida de Santa Marinha (séc. XVI) local de romaria onde afluem muitos peregrinos (oito dias após a Páscoa).
O PELOURINHO
A antiga vila de Segura, hoje simplesmente aldeia tem o seu pelourinho situado na Praça, um eco e um símbolo distante de uma autonomia, que representou para Segura o poder de aplicar as leis e julgar.Tem coluna oitavada, a sair de peanha redonda assente sobre plataforma de três degraus (dois quadrados e um redondo) a norte, e quatro (dois quadrados e dois redondos) a sul.
Tem capitel também oitavado com as faces côncavas semeadas de pérolas, e corpo prismático com quatro escudos, igualmente côncavos, ligados por cordas, que inserem o voltado a norte, as armas reais, o do sul a Cruz de Cristo, o do nascente já indecifrável, e o do poente restos da esfera armilar. O remate ou cúpula, pirâmide truncada, oitavada, é semeado de pérolas em todas as faces.
17 setembro, 2006
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